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ELA AINDA VIVE EM NOSSOS CORAÇÕES



E ela se afastou de mansinho levando consigo a doçura de seu sorriso e a serenidade de seu olhar. O céu de azul escancarado daquela quinta-feira de abril a acolhia na sua morada eterna. Sim, a Waninha foi morar com Deus. Não há outro lugar senão este, reservado para quem é iluminada, espalhando sua luz poderosa ao seu redor, como se carregasse consigo um pedaço do sol, conduzindo calor e alegria por onde passava. 

Minha irmãzinha teve uma infância radiante, muito querida em casa e pelos amigos da vizinhança. Gostava de boneca, como as meninas de sua época e tinha dotes artísticos, inclusive para música, servindo-se da sanfona do pai Adão, para dedilhar algumas melodias. Eu gostava de lhe passar algumas dicas, pois havia aprendido com um professor de muito reconhecimento, as lições musicais, incluindo o acordeão, a nossa sanfona.

Era destaque na escola, em todos os níveis, chegando ao cargo de professora e é lembrada até hoje por ex-alunos, pelo seu desempenho, muita capacidade e senso de bom humor. Era super bem humorada. Sempre foi risonha, extrovertida e angariou, por isso mesmo, a simpatia de todos. Era destaque nas comemorações do natal, de fim de ano,  em novenas, nas nossas pamonhadas, nos aniversários, no teatro, que ela adorava e era a animadora maior, enfim, em todas as festas, entusiasmando a todos e transformando em muita alegria aqueles acontecimentos, que se tornaram memoráveis.  

Há alguns anos, lutava contra uma enfermidade devastadora e, por vezes, tinha que encarar tratamentos medicamentosos e sessões, que a levavam a situações difíceis e dolorosas. Mesmo assim, diante de tantas tribulações, não baixava a guarda e enfrentava tudo de frente, com otimismo e até brincava com a situação.

Por mais desafiadoras que fossem as dificuldades, ela tinha a convicção de que poderia superá-las com persistência e a força divina interior. Mantinha sempre elevado o otimismo na vida, tendo plantado boas sementes de paz e amor, vivendo em harmonia com sua consciência e auxiliando os outros ao máximo.

Sua mansidão e serenidade conquistaram os nossos corações e nos inspiraram a sermos melhores a cada dia. A sua bondade e compaixão são exemplos a serem seguidos, por quem deseja uma vida melhor.

Ela Viveu plenamente cada momento na Terra para agradar a Deus, e a sua luz continuará a brilhar entre nós. Ela veio ao mundo para honrar a Deus, vivendo intensamente cada momento com seu brilho, e continuará vivendo em nossos corações.

Ela honrou com louvor todos os compromissos terrenos como: filha, irmã, esposa, mãe, educadora, tia, cunhada, avó, madrinha e amiga...  e agora, sua jornada continua para além da vida terrena. Seu legado de amor, gentileza e generosidade continuará a inspirar aqueles que tiveram a sorte de cruzar seu caminho. Que sua luz brilhe eternamente, guiando-nos com sua sabedoria e amor incondicional.

Desde sua ascensão para a glória de Deus, sentimos sua falta e uma saudade imensa. As  suas recorrentes gargalhadas permanecerão para sempre em nossas memórias e ecoarão por toda eternidade.

Ela seguiu o seu caminho, na Glória de Deus e não morrerá enquanto permanecer viva nos nossos corações.

(Em memória à Wânia Maria de Sousa Amorim, minha irmã, falecida aos 73 anos de idade, no dia 25 de abril de 2024. Agradeço à Maria Júlia Teles Gomes, responsável por grande parte deste texto)

Parabéns, craque Zé Borges!


José Borges de Souza (Zé Borges), está aniversariando nesse dia 14 de outubro. Um pouco da história desse verdadeiro craque de futebol.

Zé Borges foi desses zagueiros clássicos, que parava o adversário na categoria e, na maioria das vezes sem utilizar do expediente da falta. Conhecia como ninguém os atalhos para disputar uma jogada. Foi um dos craques do centenário de Patos de Minas e recebeu essa justa homenagem, em um evento realizado no Caiçaras Country Clube em 1992, nos 100 anos de Patos de Minas.

O zagueiro apareceu para o futebol na URT, na década de 60 e foi negociado com o Renascença em 1963, clube que disputou o Campeonato Mineiro entre 1959 a 1966. Jogava no Estádio dos Eucaliptos da Fábrica de Tecidos do Renascença. Lá teve a oportunidade de atuar no mesmo time que tinha outro astro do futebol, Wilson Piazza.

De BH, o habilidoso zagueiro foi negociado com o Valeriodoce de Itabira, sagrando-se campeão mineiro da segunda divisão. Deixou seu nome gravado na terra do poeta Drummond. O seu próximo destino foi o Uberlândia em 1971 e, pela mesma forma, mostrou toda a sua categoria como jogador e fazendo inúmeros amigos.

José Borges de Souza mais conhecido no seio familiar como “Cascudinho”, vestiu a camisa do Villa Nova por um curto espaço de tempo e entrou para a galeria dos destaques do Leão do Bonfim, sendo incluído na enciclopédia do jornalista Wagner Augusto Álvares de Freitas. Depois disso, ele retornou ao Uberlândia, pendurando as chuteiras na União Recreativa dos Trabalhadores, a URT.

Zé Borges continuou no mundo da bola, como supervisor, no Uberlândia, Valeriodoce, Ipiranga de Manhuaçu e América Mineiro. Aposentou-se em 2001, disposto a não mais trabalhar no futebol.

No entanto em 2009, aceitou convite para participar da montagem do time do Mamoré, que estava retornando as atividades, depois da mudança do Waldomiro Pereira para o Estádio Bernardo Rubinger de Queiroz e faturou de forma invicta no Campeonato Mineiro da Segunda Divisão.

Zé Borges reside em Patos de Minas, e fala com muito carinho de sua esposa Cidinha e dos filhos Simone e Adriano. É uma pessoa queridíssima, muito família e amigo de todos. Possui em sua casa, inúmeras fotos, para matar a saudade das camisas que vestiu e de antigos companheiros e amigos.

Nos seus guardados há muitos trofeus e medalhas, além de placas e cartões de homenagens e inúmeros recordes de jornais, que registraram a sua passagem pelo futebol.

Com muito carinho, Zé Borges guarda sua maior relíquia: a bola do jogo entre Seleção Mineira e Santos Futebol Clube. Atuando pela Seleção, Zé Borges marcou Pelé sem cometer uma falta sequer. No fim do jogo, o Rei do Futebol tomou a bola e a deu de presente ao nosso craque zagueiro. Isso é para poucos!

Parabéns, Zé Borges! Muitos anos de vida!