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RÁDIO CLUBE: 84 ANOS DE LIDERANÇA E CREDIBILIDADE


O sonho de se instalar uma emissora de rádio em Patos de Minas, começou numa festa religiosa em 1935, em Santa Rita de Patos, hoje Presidente Olegário. Lá estavam os primos Modesto de Melo Ribeiro e Olavo Amorim que adquiriram microfone e equipamento de som utilizados naquela festa para serem aproveitados na Loja Nova, no centro de Patos. Por ali transmitiam uma programação de música e recados, que tinham como audiência todos aqueles que passavam pelo famoso “vai e vem” da General Osório.

A história conta que se juntaram a eles, mais três sonhadores, o engenheiro Eurico de Melo Ribeiro, o farmacêutico João Gualberto Amorim Jr. e o conhecido Nhonhô Corrêa, que possuía grande habilidade com esse tipo de aparelhagem. Começou aí a Rádio Melhoramentos de Patos.

O empreendimento cresceu e após a legalização federal no Rio de Janeiro junto aos órgãos competentes da época – DIP e DCT – era inaugurada em 29 de novembro de 1940, a RÁDIO CLUBE DE PATOS S/A.

Começou com um pequeno transmissor de 100 watts e não parou de crescer em termos de potência e audiência, passando pelos 1000 watts e, finalmente, 10.000 watts na faixa de AM, alcançando uma grande região.

Atualmente instalada na Avenida Getúlio Vargas, 142, no centro de Patos de Minas, a RÁDIO CLUBE 98 possui uma programação vibrante e com audiência garantida, dando ênfase ao jornalismo e esporte.


PROGRAMAS

Ao longo desses 84 anos torna-se impossível mencionar todos aqueles programas que deixaram saudade. Poderíamos citar o “Fala Patos de Minas”, precursor do jornalismo local, que é a grande sacada da emissora nos nossos dias.

Os mais antigos vão se lembrar do “Cofre de Recordações”, do “Agência Musical”, do “Café das Quatro”, primeiro programa de entrevistas. Dezenas de outros poderiam ser citados, não se esquecendo dos programas de auditório como “Só para Crianças”, “Show de Calouros” e “Roda de Violeiros”. O “Bola na Rede” está no ar há praticamente 70 anos.

A Rádio Clube é responsável pela campanha das Folias de Reis, iniciada na final da década 1950, com apresentações “ao vivo”, inicialmente no auditório da Getúlio Vargas e depois nas dependências da Sociedade São Vicente de Paulo, entidade beneficiária com doações em dinheiro e espécie que são feitas aos foliões. Toda a renda vai para a SSVP de Patos de Minas, para atendimento a pessoas necessitados. É uma grande ação social da Rádio.

NOVOS TEMPOS

A RÁDIO CLUBE possui uma das maiores audiências do interior mineiro, programação moderna e participativa. Com os novos tempos, a emissora transmite a maioria de seus programas em várias plataformas. Além da opção da faixa de 98,3 Mhz (no radinho), há a possibilidade de se ouvir através da internet por vários aplicativos, além das plataformas digitais do Youtube e Facebook.

Essas transmissões “ao vivo”, com equipamento moderno são levadas ao ar nos Jornal da Clube, Debate 98, Radar, Bola na Rede, Resenhão e Sala de Esportes, além de eventos especiais, como transmissões de futebol e outras coberturas externas.

A emissora que sempre foi “A líder do Alto-Paranaíba”, acompanhou a modernização das mídias e deu passo decisivo migrando das faixas de AM para FM. Assim, desde 2018, a RÁDIO CLUBE 98 passou a dar o seu recado, hoje com o slogan: “A QUALIDADE EVOLUI... A CREDIBILIDADE PERMANECE”.

SISTEMA CLUBE

A Rádio Clube lidera o Sistema Clube, formado pela 99FM, com programação que destaca o pop-rock e talk show e a FM Liberdade, 100% sertaneja.

Parabéns Rádio Clube de Patos pelos 84 anos!!!!!!!

Rodovia abandonada



Quem pega a estrada sabe que está correndo um risco tremendo pelo péssimo estado das rodovias, sem querer generalizar, claro, pois não conheço todos os caminhos desse gigantesco Brasil.

A abordagem aqui é, sem rodeios, pois não dá para tolerar mais, tamanho abandono da BR 365, importante via de ligação do sul-sudeste com o norte e principalmente com o nordeste brasileiro.

Você poderá dizer que com esse período chuvoso aqui no sudeste (estamos em janeiro de 2023), com muitas ocorrências de transbordamento de rios, deslizamentos nas encostas e trânsito acentuado pelas férias escolares, a recuperação de estradas seria inviável.

No entanto, os buracos não são de agora. Eles só aumentaram de tamanho desde quando surgiram há meses, em período de estiagem, que seria o ideal para colocar a pista de rolamento em perfeitas condições.

Mas, mesmo assim, quem poderia fazê-lo não cumpriu com a sua obrigação. É um dever do gestor de cuidar da segurança das estradas, de promover a devida manutenção, em respeito ao contribuinte e ao bem-estar do cidadão.

Disseram-me que a rodovia, embora federal, deveria ter a manutenção estadual. Deveria. Só que isso não ocorre.

Enquanto isso, cresce o número de ocorrências, com acidentes que têm tudo a ver com o estado deplorável da pista, com registro de mortes e feridos, além de danos materiais.  

No ano passado, na campanha eleitoral, ouvi muito discurso por aí, em que candidatos prometiam soluções para todos os problemas, como é de praxe, inclusive citando essa sinistra rodovia. Falava-se em agilizar a manutenção e até duplicação da pista, considerando o tráfego intenso de veículos leves e pesados.

Infelizmente eram discursos eleitoreiros. Tanto é que, passadas as eleições, ninguém mais falou mais nada, ou seja, voltamos à estaca zero, da rodovia abandonada, sem pai e mãe, com seus perigos iminentes e seus buracos colossais.

Felizmente concluí minha viagem muito bem, apesar de tudo, mas preocupado com novas vidas que podem ser ceifadas como outras que utilizavam o mesmo caminho, nessa rota da desdita.

Ponto cego

            Meu amigo Juninho me perguntou outro dia se existiria mesmo o chamado “ponto cego” no “Independência”. Já havia lido a respeito, quando da reabertura do Estádio, após gastos astronômicos, como sói acontecer num caso como esse. Segundo a matéria seriam pontos cegos, cerca de seis mil, que deixariam torcedores-consumidores sem condições de assistirem a todos os lances desenrolados no gramado.Trocando e-mails com meu amigo, também radialista, ele assim se manifestou:

            - “dizem que no Independência fizeram um ponto destinados pra nós, os deficientes visuais, como eu, verem o jogo, pois fizeram um ponto cego, cercado de grade, de forma que dizem que não dá pra ver o jogo de lá. Não sei se já concertaram esse ponto cego ou se deixaram esse ponto pra mim e pros meus colegas cegos irmos ver os jogos. (Risos)”

            Esse defeito existe mesmo, viu Juninho!

            Muita gente teria deixado isso prá lá. “Ponto cego? Tudo bem! Deixa prá lá!”. Mas o nosso investigador gosta de tirar tudo a limpo. Nada de deixar prá lá. Ele é curioso e quer saber até a diferença entre “tomada de porco e focinho elétrico”.

            O investigador entrou em ação, no autêntico “matar a cobra e mostrar o pau”.

            Assim que passou pelo portão da Imprensa, do reformado Estádio, seguiu pelo pátio interno até chegar a uma subidinha básica, uma escada daquelas, capaz de nos deixar aquecidos para qualquer atividade física. Após esse teste de aptidão física, é hora de um mergulho sob as arquibancadas até chegar ao elevador. Agora é só conferir.

            No último lance de arquibancadas, quanto mais o nosso Sherlock se dirigia para os assentos mais altos, mais complicado se tornava, para se ter uma visão completa do campo de jogo. Na última fila, lá nas “grimpinhas” como diria meu amigo Luiz, lá de Uberaba, o torcedor sentado, conseguiria enxergar só a metade do gramado, do lado oposto. Convenhamos, é uma inovação: “Venha aqui prá assistir a meio-jogo”...

            Então o ponto cego existe. Uma pena, pois o Estádio é muito bonito e acolhedor. Na maior parte dos assentos, a visão é excelente, muita comodidade.  

            Disseram prá nós lá que o Engenheiro responsável nunca havia entrado a um Estádio de futebol. Se é verdade eu não sei. O que sei é que existe mesmo o tal ponto cego no “Independência”, viu Juninho!

Páscoa

            O domingo de Páscoa marca a celebração da ressurreição de Jesus Cristo. Tem o sentido de passagem, de renovação, após o tempo de conversão da quaresma. É muito mais que um dia de folga, de lazer ou de se presentear com os tradicionais ovos de páscoa, de variados tamanhos e sabores. 

            É tempo de revirarmos as gavetas do nosso íntimo, descartando o que nos prejudica e aproveitando o que nos torna dignos de uma vida justa e verdadeira. O quanto possuirmos de bom ou de ruim não será obstáculo para construirmos um caminho seguro, de convivência sadia e agradável a Deus.

            O desejável nesse momento é que todos, após uma revisão de vida, descartem a maldade, o egoísmo, a inveja e tudo o que deteriora o ser humano. É um “mea culpa” perene e não só na Páscoa, para nos conduzir, com atitude firme e inabalável a um recomeço. É a renovação que nos conduzirá  à prática de ações positivas que promovam o convívio entre as pessoas, em que estarão presentes a fraternidade, a bondade, a paz, o respeito e o amor ao próximo.