Recebi um inédito convite para prefaciar uma obra literária, um livro de história, que conta a saga de um povo ordeiro e religioso de um lugarejo muito querido, chamado Monjolinho de Minas. Agora estou ansioso para o lançamento de "Monjolinho de Muitos Tons", de Antonio Coelho Moreira.
Conheço o Antonio há bastante tempo,
desde os seus estudos no Ginásio Kennedy, cursando a sétima série do ginasial,
como se dizia na época, em que eu exercia a dura e difícil missão de professor.
Ele se destacava como um aluno responsável e cumpridor de suas obrigações com
as tarefas diárias, muito interessado, tanto é que seguiu caminho, passando
pelo Unipam e, depois, em São Paulo, com a graduação em Ciências Humanas e
Geografia e pós-graduação em educação de Jovens e Adultos, o que lhe concedeu
uma base sólida para exercer com mestria, suas funções como Professor titular das
Redes municipal e estadual de São Paulo.
É notória a sua paixão pelos livros,
que o levou a publicar poesias em três antologias na década de 1980.
Recentemente me presenteou com a sua publicação de 2019, o livro autoral
“Intemporal – Fora do Domínio do Tempo”.
Nascido na zona rural de Cabeceira
do Monjolinho conhece como ninguém o jeito simples das pessoas do interior, o
amor pela terra, o respeito à natureza e a preocupação em preservar os bons
costumes e a história. Tudo isso vamos encontrar nesta obra grandiosa.
Prefaciar um livro não é uma tarefa
fácil e, ao mesmo tempo, é de muita responsabilidade, porém tem lá suas
vantagens. Uma delas é a primazia de conhecer a obra antes do seu lançamento,
reconhecer o labor intenso do historiador e o compromisso no relato dos fatos,
agora eternizados. Quando convidado, senti-me bastante honrado pela lembrança e
espero cumprir a missão a mim confiada. Minha gratidão!
Se “Os livros são o tesouro precioso
do mundo e a digna herança das gerações e nações” (Henry David Thoreau),
podemos afirmar que essa obra é uma preciosa lembrança, de pessoas e gerações,
que superaram todos os contratempos, encararam os desafios mais espinhosos,
para criar a comunidade de Monjolinho, marcada com a Cruz abençoada.
O autor nos impressiona
positivamente, com a qualidade de sua narrativa, a fidelidade para com as
informações e as frases impregnadas de muita sensibilidade. O amor está
presente no encadeamento dos fatos, transmitindo credibilidade, muita energia e
luz.
Está explícita na obra, a condição
básica exigida de um historiador, ou seja, o compromisso com a verdade,
materializado nas várias entrevistas, com o objetivo de compilar o maior número
possível de informações, reunidas em um documento histórico, pronto para o
deleite do leitor.
Antonio Coelho Moreira, além da
apresentação dos fatos, preocupou-se com a linguagem visual, publicando um
acervo de fotos, autênticos registros históricos, aumentando a nossa admiração
pelo seu trabalho.
Imagino este livro manuseado por
crianças e adultos, de qualquer parte do mundo, especialmente em Monjolinho de
Minas, onde terá, com absoluta certeza, um local de destaque nas bibliotecas
escolares. E fará um bem enorme, aos que desejam conhecer uma história de
várias décadas e preservar valores.
“Os livros podem ser
divididos em dois grupos: aqueles do momento e aqueles de sempre.” (John Ruskin). Monjolinho de Muitos Tons não é um livro
de momento. Ele ficará para sempre, como uma fonte inigualável de consulta, com
os seus registros históricos fascinantes, que testemunham a fé a esperança de
um povo laborioso.
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